quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um conto.

Já faz algum tempo que não tento escrever ou criar nada, essa noite, deixo esse conto que já me inquietava na cabeça, confesso que a ideia original seria de uma Historia em quadrinho, mas de alguma forma tinha que ir para o papel. Como a maioria dos meus escritos, não tem titulo.


   Ela desceu vagarosamente do ônibus, se despedindo das amigas, tinha sido uma festa realmente boa, a ponto de esquecer completamente da hora, saiu de lá quase umas 3h da madrugada.
   Assim que ela desceu, e o ultimo ônibus que passava por ali se fora, percebeu que a rua estava estranhamente vazia e singularmente escura, mas ouvia passas se aproximando. Ela não quis esperar para ver, pensou logo consigo mesma, que esse horário não é muito seguro para uma mulher bonita, sim ela tinha noção da beleza que possuía em seus plenos vinte três anos, andar sozinha e que ser assaltada poderia ser o mínimo que poderia acontecer.
   Apressou então seus passos, mas não para sua surpresa, mas sim para o seu desespero, percebeu que os passos também aumentaram seu ritmo.
   Nunca ela se arrependeu tanto de ter alugado um apartamento longe da parada de ônibus, na verdade não era nem tão longe, menos de 5 minutos estaria lá, mas os segundos pareciam durar horas.  Olhara rapidamente para trás, viu apenas uma silhueta de um homem de camisa aberta, voando ao vento e de boné, o fato de está de boné aumentava seu medo, pois imaginava que era alguém que queria esconder seu rosto.
            Decidiu então correr, se ela conseguisse ao menos chegar ao portão do seu prédio, poderia ao menos pedir ajuda a um porteiro. Quanto mais ela corria, mais ela ganhava esperança, mas o sapato que usará para a festa acabou lhe traindo, fazendo ir ao chão, para sua surpresa, quando se levantou percebeu que não era mais seguida.
            Logo estava de pé e decidiu continuar correndo, estava finalmente chegando a sua rua, quando virou a esquina, acabou esbarrando em um homem, pensou em gritar, mas o homem colocou a mão em sua boca e disse-lhe:
            -Calma garota. Não precisamos acordar a vizinhança toda. – Ele percebeu o quanto ela tremia e foi tirando a mão da boca dela – Alguma coisa errada?
-Achei que estava sendo perseguida por alguém, mas talvez tenha sido apenas minha imaginação. – Ela lhe respondeu

-Realmente não é seguro, para uma mulher andar sozinha essas horas, você mora perto?

-creio que para ninguém mais é, e você? o que taria fazendo na rua?

-Tenho insônia, decidi então trazer o lixo para fora, moro logo ali naquele prédio. Mas se quiser posso acompanha-la

   Ela ainda estava meio relutante, mas decidiu aceitar, afinal quando estivesse em casa, nada mais temeria. A poucos metros encontrava seu apartamento, para seu desapontamento o porteiro não estava na guarita, usou sua chave, apesar de recusar e dizer que não era necessário, ela foi acompanhada até  a porta de seu apartamento.

-poderia me dar um copo d’água? Esse calor está cada vez mais infernal. – Perguntou-lhe
-Claro, é o mínimo que poderia fazer – falou e logo após entrou em seu apartamento para trazer a água.
Enquanto entrava, o estranho simpático, desabotoou um botão de sua camisa, e removeu um singelo boné do seu bolso de trás da calça, enquanto em sua mente, fervilhava de como se deliciaria, com sua mais nova vitima, entrando no apartamento, fechando a porta atrás de si.  

Um comentário:

ÁLVARO O BARDO disse...

Conto bom e realmente tenso...